segunda-feira, 30 de junho de 2008

Desabafo em meia dúzia de frases baratas

Cansada de fingir estar satisfeita
E está ficando cada vez mais difícil representar.
Os dias estão ficando pesados
Não sei se consigo carregar esse peso.
Só me restam as palavras
Por que de mim, tudo já foi roubado.
Meus sonhos, minha esperança, minha vontade, minha garra
Perdi tudo isso em algum ponto entre as aulas de física e a ida pra casa.
Preciso procurar em algo o caminho
Mas meus pés estão cansados demais para caminhar.
Rotina, maldita rotina que cega
Sei exatamente o que vai acontecer
Sei de cada palavra, de cada gesto, de cada fato, de cada passo
Mas no entanto, nada consigo fazer pra evitar o caos.
Queria poder frear o mal que tenho feito a mim mesma.

domingo, 22 de junho de 2008

3 de 3

Acendi o último cigarro
É estranho sentir o gosto do fim
As cinzas, a fumaça
O som que trepida, como se houvesse uma fogueira dentro de mim.
Fazer tudo ao contrario
Como se nada pudesse ser feito do jeito convencional
Sentir a mente abrir-se aos poucos
Ver o mundo atrás dos óculos escuros
Ver o mundo como ele é
Ver o mundo atrás de um muro
Ver as cinzas da cidade
O céu claro encima das mãos trêmulas
E o som do silêncio gritando no meu peito.

2 de 3

Tem um som nos meus ouvidos.
Um barulho intermitente.
Um ruído de dor, de socorro.
O mundo é claro,
Tudo parece mais nítido que o normal.
Os meus dedos tocam a verdade.
As palavras saem sem som e sem sentido.
Tudo é vívido, tudo é claro e pálido.
Tudo é sombrio.
Dá medo de olhar, medo de sentir
E reviver todo o pesadelo novamente.
Ver o mundo tão real
Ver o mundo atrás de uma casca de fibra.
Tenho algo que ajuda a mascarar.
Sem a mascara, vejo o mundo assim:
Irreal, inseguro, claro, perfeitamente claro
E isso me confunde.

1 de 3

Não admito nos outros os mesmos erros que vejo em mim.
Por que eu sei o quanto dói,
O quanto machuca cultiva-los.
A dor é um erro, o erro está na dor.
É como olhar para um espelho
E ver todo o seu reflexo se partir.
É como olhar pro chão
E ver as mesmas pegadas.
É como olhar para o horizonte
E avistar o mesmo abismo.

sábado, 14 de junho de 2008

O bom mesmo é saber que cada coisa tem seu fim.