sábado, 15 de dezembro de 2007

Vidraça

Há mil cores que se misturam simultaneamente
Olhando pra janela, é perceptível o quanto de nós já foi jogado ao vento.
E os carros se movem
As pessoas caminham
Mas somente os donos do tempo são felizes
O tempo tem um apetite insaciável.
E temos nos servido de banquete para ele.
Uma garrafa de vinho, papel e caneta.
Junção magnífica.
E o mundo lá fora
O mundo fica depois da janela
Janela essa que nos protege, e que não permite que voemos quando às vezes se faz necessário.
Não sabemos mais de nós
Até ontem tudo estava claro
Os fragmentos da vidraça
Não queria quebrar a janela.
E é a harmonia em cada caco
É o caos instalado embaixo dos pés machucados,
que nos leva a um equilíbrio dinâmico com o mundo que fica no lado de dentro
O mundo que fica antes da janela.

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Uma pergunta

Dia azul, tinha tudo pra dar certo.
Mas os acontecimentos nem sempre respeitam a lógica.
Gosto das mentiras mais descaradas, das verdades mais sujas.
Ao menos elas trazem um pouco de sinceridade.
Surpresa ao descobrir que o egoísmo não respeita a singularidade.
É algo tão comum, que parece que nos habituamos a ver a sua face latente.
Egoístas por opção.
Será que conseguiríamos ser mais que isso?

domingo, 18 de novembro de 2007

Renascença

Obscuridade
Jogo de cheios e vazios.
Enigmas, labirintos
Falta de equilíbrio
Crise.

Ornamentos fragmentados,
Derretidos, Desfigurados,
Amorfo, assimetria
Prazer visual.

Simetria, harmonia, equilíbrio
Estático, proporcional,
Simples, puro, belo
regular.

domingo, 12 de agosto de 2007

Ao meu pai vivo

Já fosse pequeno
Mas ainda não és tão grande
Feito crianças, a vida é sempre uma tarde de sábado quando estamos juntos.

Gosto de fazer besteiras em tua companhia,
Ver filmes idiotas, rir das tuas besteiras.
Criticar-te, te aprovar, te abraçar, te deixar de lado.

Quanta coisa nós já fizemos
Cúmplices até hoje somos!

Mais criança do que eu!
O cara mais responsável também;
Comediante
Bravo
sensível
Rude
Ciumento
Hilário
Pai!

Amo-te!