Há mil cores que se misturam simultaneamente
Olhando pra janela, é perceptível o quanto de nós já foi jogado ao vento.
E os carros se movem
As pessoas caminham
Mas somente os donos do tempo são felizes
O tempo tem um apetite insaciável.
E temos nos servido de banquete para ele.
Uma garrafa de vinho, papel e caneta.
Junção magnífica.
E o mundo lá fora
O mundo fica depois da janela
Janela essa que nos protege, e que não permite que voemos quando às vezes se faz necessário.
Não sabemos mais de nós
Até ontem tudo estava claro
Os fragmentos da vidraça
Não queria quebrar a janela.
E é a harmonia em cada caco
É o caos instalado embaixo dos pés machucados,
que nos leva a um equilíbrio dinâmico com o mundo que fica no lado de dentro
O mundo que fica antes da janela.
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