Amamos por que somos cegos. Amamos por que o excesso de desrealização e baixo amor-próprio não nos permitem ver que realmente temos o que precisamos nos amigos, nos livros, na chuva e em nós. Amamos por que temos medo de andar sozinho. O que será de nós nas noites de domingo e manhãs de quarta? E os sonhos? Em que sonhar? Com quem sonhar? E esse desespero que é estar vazio, inerte, apenas esperando algo acontecer? Sim, sentiremos falta dessas coisas e é por isso que alimentamos o amor, por que como Nietzsche disse é apenas o fato de amar desejar. Será que é isso mesmo? E quando encontramos pessoas fantásticas e muito melhores e mesmo assim insistimos em outra situação que não haverá retorno? Será mesmo que é apenas desejo?
Não sei se concordo com tudo o que acabei de escrever. Talvez o próprio amor não me permita ver quem ele é. Mas eu sei que amamos por que queremos chegar perto do céu, e que mal tem em querer levar mais alguém junto?
Vem comigo?
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